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Desiludida com o mercado de trabalho, a dona de casa Joselina Silva,  que está desempregada há mais de cinco anos,  encontrou no mercado informal um meio de sobrevivência.  Aos 52 anos de idade, Dona Jô, como é chamada pelos clientes, é mãe de três filhos. Sustenta a casa trabalhando como quituteira, ofício que aprendeu quando criança com a mãe. Joselina começou fazendo doces apenas para os amigos, hoje, recebe encomendas de tortas, salgados e doces para eventos de grande porte. “Na minha idade fica mais difícil conseguir um emprego, o mercado informal me deixa livre de impostos, e da burocracia causada pelo governo. Tenho contas a pagar, busquei a minha forma de sobreviver”.       Salvador é a capital do desemprego. A dificuldade de encontrar trabalho, principalmente depois dos quarenta anos, leva as pessoas a procurar outros meios de sobrevivência. Os chamados autônomos, criam suas próprias empresas, fazem o que gostam, e o que sabem, e são independentes, já que, trabalham para si próprio.  Exemplos como o de dona Joselina são cada vez  mais comuns, a cada dia que passa, cresce o número de pessoas no mercado informal, alguns por opção de vida, outros, por meio de sobrevivência.    

                                                Por Silvana Pinho