Desiludida com o mercado de trabalho, a dona de casa Joselina Silva, que está desempregada há mais de cinco anos, encontrou no mercado informal um meio de sobrevivência. Aos 52 anos de idade, Dona Jô, como é chamada pelos clientes, é mãe de três filhos. Sustenta a casa trabalhando como quituteira, ofício que aprendeu quando criança com a mãe. Joselina começou fazendo doces apenas para os amigos, hoje, recebe encomendas de tortas, salgados e doces para eventos de grande porte. “Na minha idade fica mais difícil conseguir um emprego, o mercado informal me deixa livre de impostos, e da burocracia causada pelo governo. Tenho contas a pagar, busquei a minha forma de sobreviver”. Salvador é a capital do desemprego. A dificuldade de encontrar trabalho, principalmente depois dos quarenta anos, leva as pessoas a procurar outros meios de sobrevivência. Os chamados autônomos, criam suas próprias empresas, fazem o que gostam, e o que sabem, e são independentes, já que, trabalham para si próprio. Exemplos como o de dona Joselina são cada vez mais comuns, a cada dia que passa, cresce o número de pessoas no mercado informal, alguns por opção de vida, outros, por meio de sobrevivência.
Por Silvana Pinho
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Nada de empregooo! Nada de patrão! Sua vez de se rebelar, muvucão!
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Realmente o mercado de trabalho em Salvador está muito comcorrido e o acesso é meio complicado. A exigencia é muito grande em relação à formação e experiencia comprovada. O mercado informal acaba se tornando a melhor opção de sustentabilidade das mães de familias.
Otima materia! É uma busca de conhecimento não encontrada por muitos em Salvador.
Espero pelas proximas.
Alexandre Batista
A exigência para o mercado de trabalho nos dias atuais tem almentado cada dia mais realmente, a exclusão de pessoas com idades elevadas se tornam cada dia mais frequênte fator que eh diretamente proporcianal ao almento do mercado de trabalho informal .
Perfeita escolha de tema , redação ótima!
[...] Sou de Feira de Santana e uma das muitas coisas que me intrigaram quando passei a morar em Salvador foi ver pessoas vendendo toda espécie de coisas nos ônibus lotados e chacoalhantes. Quando os vendedores entravam e nos saudavam com um pedido de desculpa pelo incomodo da viagem eu lembrava de uma música do Rappa que diz “bom dia passageiros é o que lhes deseja a miséria S.A. que acabou de chegar…”, e de repente, em favor de uma crônica urbana, eu era um personagem de um videoclipe. Outro dia a caminho de Brotas, entrou um vendedor de canetas anunciando que o seu produto era resistente e econômico. Deixou cair uma no chão. Pegou-a e rabiscou num caderno surrado para demonstrar que além de não falhar com a queda era perfumada. “Para você assinar documentos, fazer as provas da escola! Para escrever coisas bonitas para quem está distante”, persuadia. Não resisti. Comprei a caneta e não resisti também ao desejo de bater um papo com aquele vendedor simpático que titubeava com o chacoalhar do ônibus. Não pude me furtar ao pensamento de que todos nós titubeamos no nosso trabalho e como isso é desconcertante, mas é natural. Ruim mesmo é ter relações de trabalho cambaleantes… [...]